quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Ser menos
Essa sou eu sempre seguindo a vida de acordo com o roteiro, quase normalzinha por fora, que é pra ninguém desconfiar mas por dentro eu deliro e questiono o tempo inteiro.
E sendo assim, todos os dias, a cada dia eu crio sonhos e medos.
E pra todos os medos que tenho (medo de perder as pessoas que eu amo, medo de não conseguir fazer tudo o que eu quero, medo de não ser tão forte por dentro) tenho uma das coisas mais bonitas da vida: amor próprio.
Ah! amor próprio! É ele que sempre me chaqualha e me faz enchergar e lembrar o que eu quero e o que eu não quero, e quem sou. Querer... ah, querer eu quero muito!
São tantas as coisas que eu quero, mas eu sei dizer melhor o que eu não quero.
Eu não quero promessas, porque sei que as promessas criam expectativas e expectativas, (malditas expectativas!) que me borram a maquiagem e me comprime o estômago.
Não, não, não!. Eu não quero dor...
Eu quero é aprender a ser menos, isso mesmo! Menos intensa, menos exagerada, menos dramática.
Ja desejou ser menos algum dia? Pois é, estranho! Mas eu preciso, neste minuto, neste segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte que tranquilize a alma. Porque eu preciso, e preciso muito.
