Confesso, façam chover menos ansiedade em mim, pois sei que na duvida eu deveria descomplicar, mas eu complico mais ainda.
E eu resolvi escrever hoje por isso.
Vamos ser sinceros. Existem coisas que a gente quer falar e nunca levamos adiante. As razões são muitas. Cala-se por censura. Por excesso de autocrítica.
Uma coisa que me incomoda hoje em dia é o excesso de sinceridade das pessoas. É um tal de jogar verdades na cara, de falar o que pensa sem ser questionado...Deus me livre! E o mais agravante: as palavras são ditas sem que ninguém se dê ao trabalho de se colocar no lugar do outro. (Ei, eu precisava ouvir isso agora?) Não importa. A necessidade de DIZER calou o bom senso. Ser gentil nos dias de hoje se tornou um exercício ao meu ver. Olha eu não sou muito fã de frases feitas mas não posso discordar de forma alguma que "a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro." Eu sou a favor da verdade, principalmente de GENTE DE VERDADE. Aí me aparece algum boçal pra mandar um "a verdade dói meu bem. A verdade dói sim, e por isso deve ser dita com muito jeito entende? cadê o filtro gente?! Ser transparente não é dizer tudo o que se passa na cabeça. Eu sempre desconfio de gente que se diz "sou totalmente transparente". Pra começar, mente, todo mundo tem seus sagrados, seu segredos, seus mistérios. E é bom que eles sejam preservados. Então, preserve-os e saiba a hora certa de se calar. A gente tem dois ouvidos e uma boca só não é atoa.
E é então que tudo se desencadeia, falam o que quer e escutam o que não quer.
Perdem o respeito. E entramos de cabeça no drama universal de “Dar valor depois que perde.” Acontece com todo mundo, uma vez ou outra. Até aí tudo bem. Não é preciso ter muita inteligência pra saber o quanto algumas coisas nos são caras. Mas sempre existe aquele que se esquece rápido disso.Vive achando que o passado era melhor, que a grama do vizinho é mais verde. Essa coisa de "eu era feliz e não sabia" é coisa de gente fraca e não pega nada bem. A era do saudosismo já era, inventar um passado perfeito (pra aliviar o presente) não vai te fazer crescer NUNCA. Parece um absurdo, mas tem gente que parece precisar perder a casa, saúde, emprego, amor e respeito , pra lhes dar devidos valores?
Minha mãe sempre me disse que as pessoas colhem o que plantam. Que quem faz mal para os outros acaba se dando mal lá na frente. Pois bem eu acredito nisso. Sempre acreditei. Fico indignada como as pessoas conseguem ter êxito passando por cima das outras. Isso é antinatural gente!
Me desculpem toda essa revolta, mas sou um livro de auto ajuda quando fico nervosa.
Eis que me pego anoite com o coração na boca, já chega!
E eu que sempre preferi noite, me dou a oportunidade de “desabafar” hoje, que fiquei em casa, sozinha com minhas ideias de dar nó com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Ah, ficar em casa! acho ficar em casa o melhor programa do planeta. Eu sou do tipo que só costuma sair pra comer, ver um showzinho (que ha tempos não me aparece nenhum) ou morrer de rir na casa de amigos. É confortavel só de mencionar!Não precisa me chamarem de vó, eu saio sim, mas lugares lotados não me inspiram.
Sim, eu sou estranha assim mesmo, além de nariguda e sistemática. Mas levo comigo uma frase de (C. Lispector) "E se me achar esquisita, respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar."
Eu ando dosando paciência, silêncios. Tanto tempo eu perdi em outros olhos, outros nomes, outros lugares. Eu acredito que é a minha hora de me achar, ser feliz e recomeçar. Todos nós merecemos ser felizes e recomeçar sempre que preciso.E amarrei e joguei fora essa de “promessas de ser pra sempre”. Eu prefiro assim, sem borboletas no estômago. Só não consigo jogar fora ainda as noites de insônia, e eu até sei respeitar elas com alguns bons livros de vez enquando.
Adeus expectativa surreal de ter que fazer perfeito. Sem aquela cobrança de fazer tudo o que quero (e não o que eu preciso).
É bom perceber que uma parte de mim me sacode o tempo inteiro, quando percebe minha outra parte triste, e me faz lembrar de quem sou, que me faz enxergar minha essência, e me conhece do avesso.
Então é por aqui, que eu chego ao fim, afinal “ a alma entende e a boca cala”.
Adeus expectativa surreal de ter que fazer perfeito. Sem aquela cobrança de fazer tudo o que quero (e não o que eu preciso).
É bom perceber que uma parte de mim me sacode o tempo inteiro, quando percebe minha outra parte triste, e me faz lembrar de quem sou, que me faz enxergar minha essência, e me conhece do avesso.
Então é por aqui, que eu chego ao fim, afinal “ a alma entende e a boca cala”.
