quinta-feira, 13 de maio de 2010
Melancia
Melancia é de uma leitura maravilhosamente despretensiosa, ironizando e se aproveitando dos clichês para elaborar uma boa história, embora com uma narrativa àgua com açúcar e previsível.
Melancia é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos.
Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire uma garçonete, se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais da gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal!
Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.
Em meio a muitas lágrimas, depressão e bebedeiras, Claire refaz a vida e se interessa por Adam boa pinta, inteligente e, claro, supersensível. O problema é que ela acha que Helen a irmã demolidora de corações está apaixonada, pela primeira vez, pelo tal galã e não quer magoá-la.
Cada capítulo do livro parece o episódio um folhetim de alguma novela das seis. O enredo gira em torno de coincidências, segredos que só se revelarão no último capítulo, um audacioso plano de vingança e uma lição de moral: o que não mata fortalece, desde que a desgraça seja encarada com o mínimo de senso de humor. Bom para você ler quando estiver triste.
Na minha opinião, se fosse o Zeca pagodinho que tivesse escrito Melancia, o título seria: "Aos trancos e barrancos lá vou eu "
