quinta-feira, 13 de maio de 2010
"Eu não sou um homem; sou dinamite."
Sabe é engraçado a forma como eu me deixo corroer e me envolver em histórias de bons livros, em cenas de bons filmes, em imagens estranhas, perfeitas, imperfeitas e no mínimo interessantes,quanto as imagens não serei tão específica, não consigo ser, as imagens elas me dominam, não é pra menos, afinal se não fosse assim não seria fotógrafa.
Descobri que eu sempre me perco e sempre me acho em um bom pedaço de arte e volto à realidade com o coração na boca. As vezes eu a acho traíçoeira, é como se ela me "comesse pelas beiradas" entendem?
E eu a venero por inteira. Me vem a mente agora uma frase de Nietzsche: " a arte existe para que a verdade não nos destrua". Ou aquele mito do Perseu que só olhava para Medusa através da imagem refletida em seu escudo de bronze, para que o olhar dela não pudesse o petrificar. Hoje eu percebi que é assim que eu vejo a vida e reflito sobre muitas questões, sempre filtrada através de pedaços de arte, de irrealidade. A arte com seu olhar indireto, curando. A arte como uma única maneira possível de superar nossa natureza trágica.
