Para começar, já que tenho que me definir em algumas palavras, tem algo a ressaltar: eu classifico palavras. Meu vocabulário é ridículo e ironicamente dividido entre nomes e palavras, que classifico como boas e feias de se pronunciar, e isso é apenas uma das minhas várias manias de “catalogar”. Quanto as feias, eu me refiro principalmente a esta: TAMBORETE.
Puta palavrinha feia, porque não arranjaram um nome mais bonitinho para uma joça secular, inventado especificamente pra sentar, feito de madeira que possui horríveis três pernas, pra não dizer que é um rascunho de um banquinho defeituoso provavelmente idealizado por um jeca, que deve ter sido o mesmo infeliz que nomeou a FRONHA.
Puta, por exemplo, é uma palavra feia, porém boa de se pronunciar, principalmente sem interrupções, ex: PuraPutaPutaPutaPuta...
(Obs: alguns renomados e bons poetas e escritores cansaram de aderir essa palavra em suas obras, logo, não me venha encher o saco )
No mais, nada melhor do que dizer: Batatas ou Pampers, palavras que por acaso me deixam mole.Bom, agora já me sinto uma filha da puta expondo toda essa bobagem sem fim no Orkut. É tipo: “olá mundo, sou mais uma imbecil pra sua coleção”.
Eu tenho dificuldade de acordar cedo, e me sinto sem vida quando raramente acordo depois do meio dia, ou seja: devido a minha rotina o que prevalece é a terrível tarefa de abrir os olhos espontaneamente ou forçadamente as 6:00 da manhã.
Eu não sou de falar muito, mas aqueles que me conhecem bem a um longo e bom tempo, provavelmente a maioria deles já imploraram que eu calasse a boca em certas situações.Eu prefiro observar, exclusivamente os DETALHES, as vezes acho que nasci pra isso. Em pouco minutos enquanto você me conta da baladinha bombástica que provavelmente me entra por um ouvido e sai pelo outro , eu certamente já decorei todos os seus movimentos repetitivos que você necessita fazer com as mãos e o rosto para se expressar. As vezes percebo que faço isso exclusivamente com pessoas que me parecem desinteressantes, então passo a minha vontade de escutar, para somente observar. Ou talvez não, porque me pego analisando movimentos minimalistas de pessoas que considero totalmente legais e interessantes, e estas eu observo até quando estão paradas. Acho que esse ato se tornou realmente uma mania quando ainda estava no colegial e não queria prestar atenção nas aulas de matemática, e me juntava a mais dois amigos para brincar de Discovery apresenta: Marcelo.
Isso se consistia passar os próximos 50 minutos exclusivamente observando nosso amigo Marcelo dotado de manias, gestos e modo de viver peculiar em relação a outros seres mundanos. Era magnífico, bons tempos! Não, eu não sou um aquele corpo mole que veio ao mundo para especificamente observar,longe disso, é questão de mania.
Na verdade eu gosto mesmo é de pessoas altamente produtivas, que aproveitam cada 8.760 horas do ano, e estão sempre correndo atrás do que realmente gostam e explorando de forma diferente suas escolhas.
É eu gosto de ação. Eu não me dou muito bem com pessoas efusivas e que “ causam”. Pra isso eu levo comigo alguns ditados: “ quando a esmola é demais o santo desconfia “ e “ aqui se faz, aqui se paga “. Mas somente pra esse tipinho de ser e situação que eu admito esses tipos de frases feitas.
Se vc percebeu, sou um complexo de manias e vontades e nesse misto de querer e ser, entra em destaque o que realmente me forma. Eu sou formada por fotografias, filmes, propagandas, livros, histórias, desejos, dores e cores. Tudo aquilo que me deixa explorar e aflorar além do perceptível, é algo que me fascina.Minha admiração eu guardo especificamente para os criativos, p/ os surpreendentes, p/ os surrealista, p/ os bons realista, p/ os imprevisíveis e antes de tudo os otimistas.Eu me acho e me perco o tempo todo, e isso me faz bem. Eu sou um eu sem fim, pra mim a questão é consumir o tempo.