domingo, 28 de novembro de 2010

Bukowski

Aqui vai algumas dicas das edições de bolso que encontrei a venda do "Velho Safado"
                                                                  
PULP


O Último Livro de Charles Bukowski - Eis um Bukowski puro sangue. Legítimo. Concluído alguns meses antes de sua morte, em março de 1994, aos 73 anos. Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de se gunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte.Como nos velhos policiais de papel vagabundo, subliteratura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente PULP


"O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio" me lembro que foi a primeira obra que li de Bukwoski que me foi apresentado pelo meu namorado, e apartir daí descobri o quão seco, cético, maldito é o velho safado. Desde então, sempre que acho alguma de suas obras a venda (o que é meio complicado de se achar e que em sua maioria encontram-se apenas em edições de bolso) sempre levo pra minha prateleira. Quanto a este livro, são techos do diário de Charles Bukwoski, selecionados por ele mesmo em 1991 até poucos dias antes de morrer. Dramático, na medida em que mostra do fim, o livro é também puro Bukwoski.

                                                      NUMA FRIA 



"Numa Fria é uma preciosa coletânea de contos, gênero ao qual ele se dedicou mais intensamente."
estes são:
Menos delicado que os gafanhotos"
"Grite quando se queimar"
"Dois gigolôs"
"O grande poeta"
"Você beijou Lilly"
"Dona quente"
"É um mundo sujo"
"450 quilos"
"Declínio e queda"
"Já leu Pirandello?"
"Braçadas para o meio do nada"
"Bela mãe"
"Dor de vagabundo"
"Não exatamente Bernardette"
"Uma senhora ressaca"
"Um dia de trabalho"
"O homem que adorava elevadores"
Cabeçada"
"Pescoço de peru matinal"
"Entra, sai e acaba"
"Eu te amo, Albert"
"Dança do cachorro branco"
"Bêbado interurbano"
"Como ser editado"
"Aranha"
"A morte do pai I"
"A morte do pai II"
"Harry Ann Landers"
"Cerveja no bar da esquina"
"O pássaro em ascensão"
"Numa fria"
"Um favor para Don"
"Louva-a-deus"
"Mercadoria quebrada"
"Corrida para casa"
"Enganando Marie" 

                                                   MISTO QUENTE


O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994).
Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século XX. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski

                                                                  FACTÓTUM


Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o loser Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado "inapto para o serviço militar" e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever.
Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano – e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.

O Amor é um cão dos diabos



Nesta coletânea que reúne poemas de 1974 a 1977, Bukowski reflete uma série de experiências próprias, objetos, lugares e pessoas (principalmente mulheres) que conheceu e esmiúça um mundo marginal, no qual o amor é regado a bebida e drogas e não obedece a regra alguma.
A poesia de Bukowski – que se orgulhava de ter escrito seu primeiro poema aos 35 anos – é marcada por um realismo lírico, repleta de informações biográficas, cheia de humor cáustico e desencantado. O melhor poeta da América, na opinião de Jean-Paul Sartre, exercitou uma escrita de temática urbana, mostrando o pior da sociedade americana, utilizando uma linguagem direta, crua.