Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica.
Por isso, faço minha sorte. Sou fiel ao que sinto.
Por isso, quando sinto, sinto muito. Aceito feliz quem sou.
Não acho graça em quem não acha graça.
Acho chato quem não se contradiz.
Às vezes desejo mal. Sou humana. Sou quase normal.
Não ligo se gostarem de mim em partes.
Mas desejo que eu me aceite por inteiro.
Não sou perfeita, óbvio.
Não sou previsível, pelo menos não pra mim.
Admiro grandes qualidades, mas gosto mesmo dos pequenos defeitos.
São eles que nos fazem grande. Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar.
E desde pequena, sempre tive um interesse por pessoas estranhas ( dentro de um aspecto claro... )
Prefiro usar Lispector para que entendam:
"(...) O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão."
Acho bonito quem tem orgulho de ser gente. Porque não é nada fácil, eu sei.
Por isso continuo na lua, continuo na luta, continuo Aline, no meio do caos que anda o mundo...
“ Quando não há nada que detenha você, as coisas começam a acontecer.” ( Martha Medeiros)